Chovia, eu estava lá, com frio,
nua (não de corpo), chovendo internamente – além disso, eu não pude saber, não
tinha espelho. O truque do rímel não era suficiente, nem sequer me serviu de
barricada pr’uma tentativa de não-crise. Andando sem rumo... na verdade, á
procura de respostas pra mim e pros outros e lembrando que odeio não esquecer
os outros. Eu odeio os outros pois são culpados por eu me esquecer. No meu lado
da rua, do lado que eu estava, me fez pensar se o outro lado talvez fosse
melhor, talvez combinasse mais com minha dor naquele momento. Mas estava tão
inerte que não tive forças nem pra mudar o rumo (ambiguamente falando).
Depois de mais essa crise existencial, eu só descobri mais um pouco da
raiva que tenho de ter nascido complexa.
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