segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

É interessante. Eu tenho a sensação de que  as pessoas perdem as palavras perto de mim, até gente que fala pelos cotovelos, quando chega perto de mim, se cala. Eu juro que isso é fora do meu controle, as vezes eu conheço umas pessoas  e super entusiasmada imagino mil assuntos pra desenvolver, mas quando chega na hora H, dá um branco em mim e na outras pessoas. São pouquíssimas as pessoas com quem consigo conversar continuamente e confortavelmente.
Pra mim, conversar...espera aí! Quando digo Conversar, me refiro à uma conversa olho no olho, cara-a-cara, sabe? Continuando. Pra mim,  conversar é uma arte. Mas, dentre as modalidades da conversa, em uma, eu me destaco. A conversa virtual é o meio mais fácil que eu uso, não é propriamente por ser virtual e sim por que é escrito. Eu tenho uma queda pelas palavras escritas, eu adoro escrever, é onde me encontro... no meio das palavras.    
Mas isso tudo está  ligado diretamente com minha criação. Quando pequena, e na maioria das vezes até hoje, fui acostumada a acatar decisões de meus pais e irmãos mais velhos. Sem sequer ter o direito de protestar, tinha que ser daquele jeito e pronto, afinal, “Eu não sou dona nem do meu nariz!” Tudo por aqui, sempre foi feito sem relevar a minha opinião, se é que eu tenho. Diante de tudo isso, acostumei-me ficar sempre calada e quieta, consequentemente, não aprendi a formar opinião e tampouco me expressar.
Como já disse aqui, eu gosto de estudar psiquiatria e comportamento e foi assim que consegui e entender tudo isso. Não só consegui entender, como também estou combatendo com auto-tratamento que me receitei, hahaha. Eu sou totalmente psicótica! E o mais interessante: eu sou psicótica e, ao mesmo tempo, psiquiatra.

Um comentário: